Biografia


 
            Maria Esther Tourinho é capixaba, graduada em Letras (Português-Inglês) e Psicologia , Mestrado em Estudos Literários pela Universiade Federal do Espírito. Santo.

          Membro das Academias Espírito-santense de Letras e da Academia Camocinense de Letras.

          Ex-Orientadora de Informática Educativa e Orientadora de Sala de Leitura na PM-SP.

          Escreve poemas, crônicas, contos, ensaios e artigos acadêmicos.Webdesigner e Artista Plástica, tendo já participado de algumas exposições Coletivas no Brasil.

          Prêmios: Medalha de Ouro no Concurso da Gazeta e Biblioteca Infanto-Juvenil de Vila Prudente em 1988 e um prêmio em Abril/2002 no 3O. Concurso Blocos de Poesia com o Livro Gotas de Orvalho e 3o. Lugar no Concurso Nacional de Poesia - Prêmio Jacy Pacheco - promovido pela ANE- Associação Niteroiense de Escritores em 2002, além de vários outros em Concursos de âmbito nacional e internacional.

          Além dos livros já publicados - Pássaro Migrante. Pescadora de Estrelas e Sementes de Fogo (Poesia) e Maré Vazante (Crônicas e Contos), tenho outros já escritos e inéditos, sendo cinco de poesia, um de crônicas, um de contos, e um livro técnico, na área de Estética.Antologias: Palavras de Amor, Juras de Amor, Novos Talentos da Literatura e Escritos para um novo Milênio, pela Casa do Novo Autor Editora; Painel de Novos Talentos, pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 1a. Coletãnea Cantinho do Poeta, Coletãnea Mães, pela Divulgação Cá Estamos nós, Coletãneas Estalidos e Desafios, pela ALPAS XXI, Espelhos da Língua e Coleção Prosa e Verso - vol. 1, pela Sociedade de Escritores de Blumenau e Mar e Amor, pela Editora Papel e Virtual, Antologia de Contos e Crônicas pela Reserva-er (Aeronáutica) e Antologia Poética do Instituto da Palavra e outras.



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Poesias


SEGREDOS


Ao ouvido,
segredo-te palavras
feitas de seda;
do pólen das flores
retiro o mel
com que te cubro
mas tudo se esvai em poeira.
És sonho apenas
e eu amargo dilemas:
no sempiterno degredo
sou flor apagada
sem brilho sem nada
sem eira nem beira.






AMOR SONHADO


Sabendo-te vivo e presente,
sinto-te mais que distante;
busco-te por intrincados caminhos
e  anseio por encontrar-te
nas curvas do não sei quando
nas retas do não sei onde.
Enquanto não chegas
vou caminhando
revolvendo segredos
guardados no calor da tarde;
versos aflitos
escorrem por entre meus dedos:
chamas de amor gotejando em arte.






APENAS UMA FLOR


Apenas uma flor:
guardada no tempo breve
de alguns poucos dias
cicatriz do espinho
fincado no centro da pétala
ideal feito em sonho e poesia,
desfaz-se ao contato do frio vento
e se funde à poeira e à treva:
ternura desfeita em névoa
és tu, só tu, puro amor.





NÃO REPAREM


Não reparem se em sua ausência
Sou fria, seca e sem graça.
Não reparem, pois o tempo
da chama fez densa fumaça.
Não me peçam para ser diferente
desta em que me transformei:
só eu sei da alegria que tive
e do amor do qual morrerei.
A vida nos traz e nos leva,
ninguém escapa à sua lei.

Não reparem. Estou seca e sem graça:
é que das bordas do tempo
o antigo amor me esgarça.





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Criado em 1º de Dezembro de 2009